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resenha: um tom mais escuro de magia - v. e. schawb


Não é sempre que leio um livro e me sinto imediatamente compelida a escrever uma resenha. Por isso, creio que nem preciso dissertar sobre como já fazia um tempinho desde que li algo tão cativante quanto Um Tom Mais Escuro de Magia.

Como a boa fã de fantasia que sou, já fui conquistada pelas primeiras linhas em que somos apresentados ao protagonista, Kell, que pode caminhar livremente por universos paralelos.

Existe a Londres Cinza, o mundo que conhecemos, em que a magia foi completamente esquecida. A Londres Vermelha, a terra de Kell e um lugar onde a magia pode ser encontrada em abundância. Também existe a Londres Branca, um mundo doente, desprovido de cor e sedento por magia. Há muito tempo atrás, também existiu outra Londres, a Londres Negra, mas seus habitantes foram consumidos pela magia e as portas para esse universo foram fechadas - aparentemente - para sempre.

Com essa premissa fascinante, somos transportados para esta obra em que a magia coexiste com reis sádicos, príncipes bissexuais, piratas, ladrões e uma grande variedade de personagens inesquecíveis.

Um Tom Mais Escuro de Magia é o início da trilogia Shades of Magic e também é o primeiro livro da V. E. Schwab que tive o prazer de ler. Após devorar cerca de 400 páginas, posso afirmar que o que mais me encantou foi a construção dos personagens e como cada um deles possui características tão distintas e que só podem ser um produto de seu meio.


Fiquei tão apaixonada pelo jeito da escritora criar que acabei ouvindo uma entrevista que ela cedeu ao podcast 88 Cups of Tea. No episódio, ela fala um pouco sobre o seu processo criativo e como costuma criar o mundo primeiro, para depois criar os personagens que o habitam. O motivo disso é simples: V. E. Schwab escreve sobre os outsiders e para adicionar mais profundidade a esses personagens, nada mais justo que pensar na sociedade em que vivem.

E é assim que ela criou figuras tão interessantes quanto Kell, o Antari órfão que vive com a realeza, mas ao mesmo tempo, sente não fazer parte da família. Ou então, Lila, a ladra da Londres Cinza que vive seus dias querendo sempre mais do que a cidade desprovida de magia pode lhe oferecer.

Como um primeiro livro, achei que Um Tom Mais Escuro de Magia entrega o que foi prometido. É claro que terminei a leitura com mais perguntas do que respostas, todavia, acredito que isso é um ponto positivo para o início de uma saga. Não vejo a hora de ler A Gathering of Shadows e revisitar as Londres ao lado dos meus personagens favoritos!

Imagens: Galera Record e Pinterest.
Mia Fernandes
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