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wishlist: tênis

Eu sei que muitas meninas por aqui amam um saltão poderoso, entretanto, certas ocasiões pedem conforto para os nossos pés. Se você não quer abrir mão do seu estilo, estou aqui para te ajudar a abrir o armário e renovar completamente sua coleção do calçado mais aconchegante que existe: o bom e velho glamouroso tênis.

Olha só quantos modelos diferentes e perfeitos para arrasar em qualquer momento:

1. Tênis Azul Candy Monocolor // R$ 199,90 // Taquilla
2. Tênis Coca-Cola Holder // R$ 231,92 // Netshoes
3. Tênis Couro Mary Jane Street Heel Preto // R$ 289,90 // Dafiti
4. Tênis Santa Lolla Lantejoulas Preto // R$ 229,90 // Santa Lolla
5. Tênis Keds Champion Taylor Swift // R$ 189,90 // Loja Vírus
6. Tênis Vans Classic Slip On // R$ 299,90 // Loja Vírus
7. Tênis Pearl and Gold // R$ 370,00 // Schutz
8. Tênis Skate Feminino Mary Jane Blogger // R$ 149,99 // Passarela
9. Tênis de couro 'Spike Gall' Philipp Plein // R$ 3.940,00 // Farfetch
10. Tênis Bigodes Rosa Perfecta // R$ 44,90 // Posthaus
11. Tênis Converse Chuck Taylor All Star Vermelho // R$ 142,99 // Kanui

E aí, qual foi o tênis que você mais curtiu? Me conte tudo nos comentários!
Mia Fernandes

pen pals #1: lorena pimentel

Eu sentia falta de trocar e-mails com meus amigos. Creio que a última mensagem desse tipo que minha caixa de entrada viu, foi lá no ano de 2010. Por isso, resolvi criar um novo projeto em que eu trocaria e-mails por uma semana com um amigo. A ideia era conversar um pouco do que estávamos fazendo, assistindo, lendo, criando e depois compartilhar toda essa troca no meu blog.

Minha primeira cobaia para esse experimento em resgatar conversas longas na internet, foi a Lorena Pimentel da Revista Polén. Durante uma semana, nós conversamos sobre muitos seriados, a relação entre depressão e expressão artística, trabalho em grupo, cólica, as casas de Hogwarts dos personagens de Parks and Recreation, crushes das Olímpiadas e muito mais!

Já vou avisando de antemão que a troca de e-mails foi extensa (o que era a ideia desde o princípio), mas garanto que vale a pena ser lida. Olha só:

de: Monique Lagune <conversaimaginaria@gmail.com>
para: Lorena Pimentel
data: 9 de agosto de 2016 11:04
assunto: Projeto Inominável

Oi, Lorena! Tudo bem?

Em primeiro lugar, queria dizer que estou muito feliz por você topar participar desse projeto (que no exato momento ainda não possui um nome definido). Como te expliquei anteriormente, a premissa é simples: quero trocar e-mails contigo durante uma semana e conversar sobre a vida, o universo, cultura pop e tudo mais.

Como anfitriã (na falta de um título melhor) é meu dever começar a falar um pouquinho sobre o que ando fazendo:



​Estou revendo BoJack Horseman. Comecei a assistir tudo novamente, já que eu queria escrever um post para o meu blog sobre como essa animação mexe comigo. Você já viu a terceira temporada? Em minha opinião, é uma das temporadas mais realistas que já vi em minha vida.
Sei que parece um pouco estranho falar sobre realidade em um desenho animado sobre um cavalo que também é uma estrela decadente de Hollywoo(d), mas eu nunca senti tanta empatia por um personagem antes em minha vida. Ele é cheio de falhas e eu diria que em alguns momentos, consegue até mesmo ser bem odioso, mas a "humanidade" em suas ações me impressiona.

Ele é cheio de vícios, falhas, tem um compasso moral bem errado e mesmo assim, dá pra se enxergar nele o tempo todo: essa vontade de ser melhor, de tentar seguir o caminho certo e acabar optando pelo mais fácil, ver como as ações dele acabam afetando todos que estão a sua volta e etc...
Enfim, eu recomendo essa série fortemente*.

​Outra coisa que fiz recentemente, foi tirar um dia para assistir todos os filmes do Homens de Preto. Eu havia me esquecido o quanto o primeiro era bem engraçado (e não havia assistido o segundo e o terceiro até então).
Sempre adorei o conceito de uma agência secreta que lida com alienígenas.
O mais engraçado é que eu não sabia (ou não me lembrava) que os filmes são baseados em uma história em quadrinhos (!).

Eles foram publicados lá no início dos anos 90 (!) pela Aircel Comics (que posteriormente foi adquirida pela Marvel Comics) e a capa do primeiro volume não é exatamente como eu esperava.
Não sei se você está familiarizada, mas juro que essa capa é bem parecida com os pôsteres daqueles filmes exploitation. Não sei se é o tipo de coisa que eu conseguiria apreciar.

​Enfim, o que você anda fazendo de bom? Está acompanhando as Olimpíadas? Eu só assisto alguns jogos/partidas/lutas/apresentações de relance, já que enfiei na minha cabeça que sou pior que o Mick Jagger pra esse negócio de azar.
Sempre que paro de assistir, acontece algo fenomenal e eu sei que isso só aconteceu porque eu me afastei da televisão.

Fico no aguardo pra saber quais são as novidades da sua vida!

*BoJack pode ser um pouco triggering, já que eles falam de vários temas bem pesados.

Beijos,
Monique

de: Lorena Pimentel 
para: Monique Lagune <conversaimaginaria@gmail.com>
data: 9 de agosto de 2016 15:41
assunto: Re: Projeto Inominável

Oi,

Você não é a primeira pessoa que me indica BoJack Horseman. Inclusive a própria Netflix toda hora fala que tenho que ver. Mas justamente por achar que pode ser algo trigger, eu tenho evitado até agora. O jeito com que eu lido com triggers em séries e filmes é o oposto do que faço com livros e músicas, o que eu acho interessante.

Quando fico na bad ou tenho algum tipo de crise de saúde mental, pode até ser que eu escolha um livro cheio de sentimentos (inclusive criar uma estante pra isso no Goodreads) ou só ouça playlists temáticas no Spotify. Mas séries e filmes eu tento fazer o oposto. Numa dessas eu vi Arrested Development inteira uns anos atrás.

Sobre MIB: eu tenho a sensação que a diferença de idade sutil entre eu e alguns amigos da internet faz com que algumas coisas culturais dos anos 90/2000 tenham se perdido. Toda a fase scifi/aliens que todo mundo parece ter tido (olá, X-Files) eu nunca tive. O que eu acho algo até meio fofo, pensar em como uns poucos anos entre amigos agora não faz muita diferença, mas na época fazia muito pro nosso consumo cultural. Eu falei com uma amiga outro dia sobre Stranger Things e essa vibe anos 80 sobrenatural. Ela, que é tipo 3 anos mais velha que eu, ainda teve narrativas assim na infância dela. Eu não.

Eu não ando vendo Olimpíadas por motivos de não ter televisão, mas confesso que leio todos os posts do BuzzFeed sobre o assunto. Todo o conteúdo televisivo fica melhor em gifs, devo dizer.


E ah, tenho visto Degrassi: Next Class. Degrassi é aquela coisa de ser tipo o tumblr before tumblr even existed, mas essas temporadas da Netflix são ainda mais, mas no bom sentido. Altas problematizações e tal. A S1 foi bem legal e teve discussão de assuntos pesados como a questão de ser mulher na internet e segurança. Acabei de começar a S2 e parece que tá indo pelo mesmo caminho. Assim, essa série/novela sempre foi bem avançada nas discussões (há muitos anos eles já falaram de coisas como gravidez na adolescência, assédio sexual, questões do corpo, etc), mas essa incorporação da vida digital (cyberbullying, mulheres na tecnologia, apps de namoro, etc etc) faz com que continue sendo bem atual.

Enfim, logo no começo da temporada temos uma discussão importante sobre racismo e simbologia que muita série adulta merecia ouvir. Claro, Degrassi pode te ruma moral bem na cara de vez em quando, mas é muito boa em trazer à tona os assuntos.

E ando revendo Gilmore Girls. Estou terminando enquanto te escrevo esse e-mail e pensando em escrever textos sobre como a sétima temporada é ótima e injustiçada pelo fandom. Mas, enquanto isso, fico amando os personagens pela milésima vez que assisto <3

Ah, seguindo minha missão de ver coisas-que-todo-mundo-vou-menos-eu: Friday Night Lights, Twin Peaks ou Buffy?

Preciso de uma série pra alternar com meu rewatch de The West Wing (que eu ainda defendo como uma das melhores coisas que a televisão já em proporcionou) e queria aproveitar pra ver alguma delas hehe

Beijos,

Lore


Mia Fernandes

as melhores trilhas sonoras de séries adolescentes


Pense em um momento importante da sua vida. Tenho certeza que você se lembra dos detalhes com minúcia, ainda consegue sentir os gostos e cheiros e se fechar os olhos, parece que consegue enxergar tudo como se estivesse ocorrendo novamente, não é?
Outra característica desses momentos inesquecíveis é que nós sempre conseguimos associá-los à músicas. Não importa muito se estava rolando aquela música na hora em que tudo aconteceu, mas é incrível como sempre atribuímos uma trilha sonora para aquilo que é importante.
O primeiro amor, o beijo, a partida de alguém querido, uma briga, um coração partido: cada situação com sua canção pra embalar o roteiro imaginário de nossas vidas.

Afinal de contas, quem aí nunca imaginou a vida como um seriado? E como todo seriado tem uma seleção incrível de músicas que também vão te fazer lembrar (mesmo que anos depois) dos momentos mais especiais.

Por isso, resolvi selecionar as cinco trilha sonoras de séries adolescentes que mais me marcaram. Foi muito bacana poder ouvir novamente certas canções e poder rever as cenas se desenrolando na minha mente.

Vamos ouvir e relembrar? Escuta aí:

The O.C.

Gênero: Tudo o que existia no universo indie no início dos anos 2000.
Ideal para: Quem está nostálgico, acabou de levar um fora, está meio perdido na vida ou se sente incompreendido.
Momento inesquecível: Essa série é toda composta de cenas que marcaram por conta da trilha sonora. Pra mim, The O.C. é aquele momento em que a Kirsten descobre que o pai morreu e em silêncio, resgata uma garrafa de bebida do lixo e tudo isso ao som de Fix You do Coldplay. Só descrevendo essa cena já chorei tudo o que havia chorado quando vi pela primeira vez.


Dead of Summer

Gênero: Anos 80
Ideal para: Quem curte a música da década, aprecia rock and roll ou quer improvisar uma festa para dançar sozinha que nem maluca no quarto.
Momento inesquecível: Essa série ainda está na primeira temporada e isso significa que ainda teremos muitas outras músicas e momentos para curtir. Até agora, as minhas músicas favoritas são as do quarto episódio (Modern Love) que são todas do David Bowie (e esse episódio é de chorar até secar os canais lacrimais).


Pretty Little Liars

Gênero: Pop/Indie Pop.
Ideal para: Ouvir no carro, sofrer uma pequena fossa ou mandar mensagem com textão para o crush (e depois se arrepender).
Momento inesquecível: Apesar de não ser a maior fã do casal, eu não consigo ouvir My Heart With You do The Rescues sem lembrar daquele beijo entre o Ezra e a Aria, na segunda temporada, debaixo de um temporal.


Gossip Girl

Gênero: Pop/Indie pop
Ideal para quem: Quer dançar, está com vontade de bater o cabelo por aí ou não quer saber de drama nessa vida.
Momento inesquecível: Levante a mão quem ainda não se recuperou da cena em que a Blair e Chuck tem a sua primeira vez, no banco de trás da limusine dele, ao som de With Me do Sum 41.


Scream

Gênero: Indie/Eletrônica
Ideal para quem: Quer ficar bem bolada ouvindo todas as letras e imaginando como aquela música fofinha, na verdade poderia ser uma ameaça de morte de um psicopata (sério, eu passei horas fazendo isso).
Momento inesquecível: Como o momento ocorreu no último episódio exibido e contém spoilers importantes, precisarei emitir a cena. Mas a música (que me tocou demais pela sua delicadeza) foi Familiar da Agnes Obel.



E aí, qual é o seu momento musical inesquecível dos seriados citados acima? Me conte tudo nos comentários!

Imagens: Shutterstock, MTV, CW e Freeform.
Mia Fernandes