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como eu venci a procrastinação


Perfeccionista sempre foi um adjetivo que poucos ousavam atribuir a minha pessoa. Eu sempre fui a esquecida, a procrastinadora e aquela que não conseguia terminar nenhum projeto.

Quando comecei minha terapia no ano passado, várias descrições que eu nunca havia ouvido a respeito da minha personalidade começaram a pipocar. Nas palavras da minha terapeuta, eu era uma pessoa acelerada e perfeccionista.
Alguém aí já teve o prazer de conhecer um perfeccionista acelerado? Funciona assim: um lado seu quer que todo detalhe seja perfeito, enquanto o outro só quer terminar logo e partir para a próxima aventura empolgante.

Esse conflito sempre me atormentou. Eu sempre fui do tipo que se sabota para evitar qualquer tipo de fracasso. Em vários momentos em que brinquei-falando-a-verdade, mencionei que minha autobiografia deveria se chamar: Uma Vida de Potencial Não Alcançado.
Você já teve esse sentimento? Essa sensação de olhar a linha de chegada, mas toda vez que você tenta calcular quantos passos faltam, o número aumenta em vez de diminuir?

Para ser bem sincera, eu já havia desistido de encontrar qualquer harmonia entre essas duas características. Estava lá, sentadinha a poucos metros da linha de chegada e ainda entregando garrafinha de água para todo mundo que passava por mim.

Tudo mudou no momento em que alguém - muito aleatoriamente - me deu um conselho mágico: o feito é melhor que o perfeito. Eu refleti e pensei naquele sensação de satisfação que eu tenho ao terminar algo.
Sério, é muito mágico. Se eu consigo completar uma tarefa (por menor que seja), o meu humor muda e eu me sinto ainda mais motivada a buscar mudanças mais positivas para a minha vida.

Após tentar diversas mudanças drásticas e ver que minha impaciência por resultados estragando tudo, resolvi que tentaria uma abordagem de formiguinha. Encontrei uma técnica de gerenciamento de tempo mara que é conhecida como Técnica Pomodoro.
Ela tem uma premissa bem simples e seu método é baseado na teoria de que pausas frequentes aumentam a agilidade mental.



Fiz um copy-paste esperto da Wikipedia para dividir com vocês os passos básicos da Pomodoro.
1. Escolher a tarefa a ser executada
2. Ajustar o pomodoro (alarme) para 25 minutos
3. Trabalhar na tarefa até que o alarme toque; registrar com um "x"
4. Fazer uma pausa curta (3 a 5 minutos)
5. A cada quatro "pomodoros" fazer uma pausa mais longa (15-30 minutos)

Com a ajuda de um app para contabilizar meu tempo, resolvi que focaria em uma tarefa de cada vez. Por exemplo: se estou trabalhando em algo do blog, fecho todas as outras janelas e durante os próximos 25 minutos, meu foco é aquele. Com o sistema de pausas (em que eu me permito dar uma espiada nas redes sociais e em outras coisas que naturalmente poderiam me distrair), sinto que o trabalho flui muito melhor.

Desde que implementei a técnica, vi várias coisas que estavam "empacando" minha vida, deslanchando lindamente. Encontrar foco e ter um tempo determinado para trabalhar em cada tarefa são motivadores incríveis.

Já que estou conseguindo tanto sucesso com tarefas que normalmente estariam para sempre empacadas na minha lista de afazeres, resolvi que daria mais um pequeno passo: fiz uma lista de todos os hábitos que quero desenvolver, coisas que quero aprender e hobbies aos quais gostaria de me dedicar.

Todo dia, olho para aquela lista e penso o que posso tentar implementar em minha rotina. Por exemplo: já faz um tempinho que quero começar a testar receitas de smoothies. Já tinha as frutas, mas sempre encontrava qualquer desculpa para não preparar.

Hoje ao acordar, olhei minha lista e resolvi que a tentaria uma receita diferente de smoothie para o café da manhã pelo restante da semana. Pode parecer besteira? Talvez até seja. Mas é uma vitória e tanto para a Monique que nunca nunquinha tentaria algo novo por medo de falhar.

Agora, fica aqui a minha curiosidade de sempre: como vocês organizam o seu tempo? Já se sentiram derrotadas pelo medo de falhar? Me contem suas experiências com a procrastinação nos comentários!

Mia Fernandes