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meu grupo favorito de kpop


O mundo do kpop, com suas cores vibrantes e refrões contagiantes, sempre me atraiu. Porém, sempre fiquei muito intimidada ao me aventurar em um fandom cujo idioma eu não domino. Esse meu receio natural foi o que me impediu por anos de sentar e escutar algumas músicas em coreano, até o dia que uma playlist aleatória me levou até o girl group BLACKPINK.

Fiquei cativada pelo M/V (olha eu aí aprendendo os termos bonitinhos) do single WHISTLE e assisti várias vezes para captar todos os detalhes possíveis. Mas não foi só a beleza estética do vídeo que me cativou. Eu me peguei arriscando palavras desconhecidas do refrão é completamente apaixonada pela batida maravilhosa da canção.


Nos últimos dias, tenho usado a música BOOMBAYAH como meu despertador e está funcionando muito bem. Nunca me senti tão energética e empolgada. Por isso, acredito que a semana de vocês será bem privilegiada se adicionarem esse incrível e talentoso grupo a suas playlists:




O mais bacana é que amanhã (8 de Agosto) o grupo completa um ano de existência. Apenas um aninho e Lisa, Jennie, Jisoo e Rosé já estão quebrando todos os records possíveis e imagináveis. Mal posso esperar pra ver o que vem por aí! 😍
Mia Fernandes

literatura: o que eu li em junho de 2017


O mês de Junho foi bastante produtivo. Não sou muito fã de temperaturas baixas, então, minha vida social foi resumida em noites em casa e colocando a leitura em dia.

Esses foram os títulos que li no mês de Junho de 2017:


Vivian Contra o Apocalipse (Katie Coyle)
Vivian Apple tem 17 anos e mal pode esperar pelo fatídico “Arrebatamento” — ou melhor, mal pode esperar para que ele não aconteça. Seus devotos pais foram escravizados pela Igreja faz tempo demais, e ela está ansiosa para que voltem ao normal. O problema é que, quando Vivian chega em casa no dia seguinte ao suposto Arrebatamento, seus pais sumiram e tudo o que restou foram dois buracos no teto…

Vivian está determinada a seguir vivendo normalmente, mas quando começa a suspeitar que seus pais ainda podem estar vivos, ela percebe que precisa descobrir a verdade. Junto com Harp, sua melhor amiga, Peter, um garoto misterioso que tem os olhos mais azuis do mundo e informações sobre o verdadeiro paradeiros dos seguidores da Igreja (ou é o que ele diz), e Edie, uma Crente que foi “deixada para trás”, os quatro embarcam em uma road trip pelos Estados Unidos. Mas, depois de atravessar quilômetros de eventos climáticos bizarros, gangues de Crentes vingativos e um estranho grupo de adolescentes auto-intitulados os “Novos Órfãos”, Viv logo vai perceber que o Arrebatamento foi só o começo.

240 páginas
Editora: Casa dos Livros.

Hex Hall: Sortilégio (Rachel Hawkins)
Há 3 anos. Sophie descobriu que não é uma menina como as outras. Ela é uma bruxa e. até agora. isso só lhe trouxe alguns... arranhões! Sua mãe fez tudo o que pôde para ajudar: leu o que conseguiu encontrar sobre bruxas. fadas e magia; procurando consultar o pai ausente de Sophie — um poderoso feiticeiro europeu — só quando necessário. Até que a menina atrai atenção além da conta depois de um feitiço de amor poderoso demais...

E é seu pai que define a sentença: Sophie deve ir para Hex Hall. um reformatório afastado de tudo e de todos que está sempre de portas abertas para receber qualquer “prodígio” que saia da linha — ou seja. além de bruxas como Sophie. fadas. metamorfose etc.

E a tendência de Sophie para encrencas não decepciona. Já no fim do primeiro dia. ela acumula problemas: três poderosas inimigas que mais parecem supermodelos. uma fantasma que cisma em persegui-la. uma paixonite idiota pelo feiticeiro mais charmoso da escola — e ele tem namorada. mas como Sophie poderia saber? Para piorar. sua companheira de quarto é a pessoa mais odiada do campus. e a única vampira entre os alunos... Sim. os sanguessugas não têm boa fama. e uma série de ataques a estudantes acaba fazendo da única amiga de Sophie a suspeita número um na mira do Conselho e da direção da escola.

304 páginas
Editora: Galera Record

Mentirosos (E. Lockhart)
Na família Sinclair, ninguém é carente, criminoso, viciado ou fracassado. Mas talvez isso seja mentira. Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano eles passam as férias de verão numa ilha particular. Cadence — neta primogênita e principal herdeira —, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos. Cadence admira Gat por suas convicções políticas e, conforme os anos passam, a amizade com aquele garoto intenso evolui para algo mais. Mas tudo desmorona durante o verão de seus quinze anos, quando Cadence sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu.

272 páginas
Editora: Seguinte

Wrecked (Maria Padian) - EM INGLÊS

Everyone on campus has a different version of what happened that night.
Haley saw Jenny return from the party, shell-shocked.
Richard heard Jordan brag about the cute freshman he hooked up with.

When Jenny accuses Jordan of rape, Haley and Richard are pushed to opposite sides of the school’s investigation. Now conflicting versions of the story may make bringing the truth to light nearly impossible--especially when reputations, relationships, and whole futures are riding on the verdict. Wrecked offers a kaleidoscopic account of a sexual assault on a college campus. It will leave you thinking about how memory, identity, and who sits in judgment shape what we all decide to believe about the truth.

368 páginas
Editora: Algonquin Young Readers
TW: Estupro

One of Us is Lying (Karen M. McManus) EM INGLÊS
Pay close attention and you might solve this.
On Monday afternoon, five students at Bayview High
walk into detention.

Bronwyn, the brain, is Yale-bound and never breaks a rule. 
Addy, the beauty, is the picture-perfect homecoming princess. Nate, the criminal, is already on probation for dealing. 
Cooper, the athlete, is the all-star baseball pitcher. 
And Simon, the outcast, is the creator of Bayview High’s notorious gossip app. 

Only, Simon never makes it out of that classroom. Before the end of detention Simon's dead. And according to investigators, his death wasn’t an accident. On Monday, he died. But on Tuesday, he’d planned to post juicy reveals about all four of his high-profile classmates, which makes all four of them suspects in his murder. Or are they the perfect patsies for a killer who’s still on the loose? Everyone has secrets, right? What really matters is how far you would go to protect them.

368 páginas
Editora: Delacorte Press

E agora eu quero saber: o que você leu no mês de Junho? O que você pretende ler em Julho? Me dê suas recomendações literárias nos comentários.
Mia Fernandes

para mentes inquietas


Eu tenho um problema muito sério e ele se chama foco. Para que eu possa terminar qualquer tarefa, preciso eliminar todas as distrações óbvias. É claro que mesmo sem celular, televisão ou internet, minha mente sempre consegue encontrar outra coisa para me afastar das obrigações.

Você já se pegou tentando terminar um texto, revisar uma planilha, estudar para uma prova, enquanto sua cabeça está reprisando os 10 Piores Momentos da Sua Vida? É assim que me sinto constantemente. Minha mente está sempre acelerada, invocando os pensamentos mais aleatórios possíveis e não me permitindo focar em absolutamente nada.

Eu tenho uma mente inquieta e aposto que você também compartilha desse problema. Na época em que vivemos, é quase impossível encontrar um pouquinho de paz mental em meio ao bombardeio de coisas que sempre requerem nossa atenção imediata.

Essa é a parte em que eu queria te aconselhar a procurar refúgio no campo, cortar laços com qualquer tecnologia e deixar as preocupações de lado, mas quem é que pode se dar ao luxo? Esse tipo de conselho me parece uma solução temporária para um problema muito maior. Como é que fica nossa cabeça quando não podemos fugir das responsabilidades que nos cercam?

Particularmente, sempre acreditei que a melhor forma de lidar com a minha mente que nunca se cala, é me obrigar a viver no presente. Sempre que me pego remoendo picuinhas do passado ou com a mente num futuro incerto, tento trazer minha atenção de volta para o agora com alguns questionamentos simples: O que estou fazendo? O que precisa da minha atenção? 

Mas quando até mesmo minhas táticas básicas de mindfulness falham, é hora de tirar um tempo para lidar com a situação de maneira mais efetiva.

E o primeiro passo é respirar fundo.

tente sincronizar sua respiração com esse gif


O próximo passo é encontrar o ritual que melhor se adeque com sua rotina/necessidade. Por isso, resolvi separar alguns links que podem te ajudar na sua batalha diária para aquietar a mente. Olha só:

+ Apps: Você acha esse conceito de mindfulness muito genérico para o seu gosto? Precisa de uma ajudinha para colocar tudo em prática? Essa lista de aplicativos pode ser muito útil.
Não Faça Nada por 2 Minutos: Não lute contra sua mente. Deixe que ela vague livremente por dois minutos.
The Quiet Place: Se você entende o básico de inglês, esse site é essencial para quando você precisa fugir um pouco da realidade turbulenta que te cerca.
Barulho de Chuva: Já tentou se concentrar em uma tarefa e se distraiu por conta da música que estava escutando? Tente ouvir sons mais neutros, como por exemplo, o barulho da chuva.
Meditação Guiada: Tem dez minutinhos livres? Uma meditação guiada pode ser o que você precisa nesse momento.
Matriz de Eisenhower: Precisa aprender a priorizar tarefas? Tente aplicar os conceitos da Matriz de Einsehower em sua lista de afazeres.
+ Redução da Sobrecarga Sensorial: Você já se sentiu sobrecarregado pelas luzes, sons e cheiros de um ambiente? Aprenda a reduzir a sobrecarga sensorial.

Agora eu quero saber: O que você faz para aquietar a mente? Me conte nos comentários!

Imagens: Pexels e Tumblr
Mia Fernandes

as muitas faces de um trauma e kimmy schmdit


TW: Esse post contém menções de TEPT, abuso, depressão e problemas mentais em geral. Se você não se sente confortável com os temas, recomendo que evite a leitura. 

Eu tinha mais de vinte anos de idade quando ouvi o termo "TEPT" pela primeira vez. De certa forma, compreendia que eventos traumáticos poderiam ocasionar reações adversas, mas nunca fiz a conexão entre minhas próprias experiências e o Transtorno de Estresse Pós-Traumático.

E a culpa disso talvez seja a maneira que fomos condicionados a acreditar que existe um comportamento muito específico a ser desempenhado por quem sofre com problemas de saúde mental. Quando pensamos em depressão, a primeira imagem que nos vem à mente é de uma pessoa fragilizada e sem forças para levantar-se da cama. Quando pensamos em trauma, logo supomos que a pessoa se tornou incapaz de suportar qualquer aspecto da vida.

Por não discutirmos tais questões publicamente, nossos poucos "exemplos" são sempre pautados nos extremos de tais condições. Foi assim que acreditei que não havia nada de errado comigo por anos. Se eu não estava completamente debilitada e presa à minha cama, o que estava acontecendo comigo não poderia ser tão ruim, não é?

Esse pensamento de "nada pode estar realmente tão errado comigo" quase teve um desfecho bem trágico. Por sorte, eu estava cercada de outras pessoas que conseguiram reconhecer os padrões nocivos do meu comportamento e me direcionaram em busca de ajuda.

Flash forward para alguns anos no futuro: com a ajuda de terapia e acompanhamento psiquiátrico, finalmente sinto que estou compreendendo as dimensões complexas da minha saúde mental. Me tornei uma pessoa mais indulgente comigo e sinto que estou retomando o controle de diversas áreas esquecidas da minha vida.


Foi nesse cenário de cura e progresso que me deparei pela primeira vez com Unbreakable Kimmy Schmidt. Seguindo minha receita de somente consumir entretenimento leve, uma comédia comandada pela Tina Fey e estrelando a Ellie Kemper parecia ser uma aposta certeira.

Logo nos primeiros minutos, somos apresentados à Kimmy Schmidt (Kemper), uma mulher que foi sequestrada em sua adolescência e mantida contra sua vontade em um bunker. Sei que a premissa parece sombria, mas o seriado entrega tantas piadas em um curto espaço de tempo que é fácil esquecer a realidade sinistra que a protagonista viveu por anos.

No decorrer da primeira temporada, somos relembrados de maneira muito sútil das tribulações que ela passou em seus anos em cativeiro. Muitos dos lembretes ocorrem através dos sintomas comuns de TEPT: terrores noturnos, reações viscerais a acontecimentos que não apresentam perigo real, gatilhos inexplicáveis (o medo de velcro) e mecanismos de enfrentamento (contar até dez para suportar situações desagradáveis).

De repente, o seriado tornou-se real demais para mim. Não passei pelo mesmo trauma da personagem, porém, eu conseguia entendê-la muito bem. Em certo ponto da minha vida, outros me descreviam como "tão feliz que chega a ser irritante". E como pode alguém tão feliz sofrer com depressão? Como pode alguém que está sempre vendo o lado bom da vida ser uma pessoa traumatizada?



Unbreakable Kimmy Schmidt me proporcionou uma protagonista com a qual eu conseguia me identificar. Ela coexiste com a experiência terrível que vivenciou e seu amor inesgotável pela vida. Essa história é um ótimo exemplo de que problemas mentais não se manifestam em preto ou branco. Qualquer um, independente do humor atual, pode estar enfrentando uma batalha interna que desconhecemos.

Conviver com TEPT não é fácil. Mas acho que minha jornada até o diagnóstico foi tão complexa quanto é lidar diariamente com o transtorno. Por isso, acredito que é importante valorizarmos mais narrativas como a de Kimmy, É necessário falarmos mais abertamente sobre saúde mental. Talvez, assim, possamos finalmente entender melhor as dimensões de tais transtornos e aprender a celebrar toda a vida que ainda existe em nós.

Afinal de contas, Unbreakable! They alive, dammit! It's a miracle!

Imagens: Netflix/Giphy
Mia Fernandes

cuide de você


De vez em quando, eu me sinto esgotada sem ao menos ter feito nada que justificasse essa sensação. Creio que isso seja bastante recorrente no mundo que vivemos atualmente. Somos bombardeados com informação por todos os lados, notícias que parecem um prenúncio do fim dos tempos e notificações sobre cada um dos passos de seus amigos, parentes e conhecidos no mundo.
É quase impossível evitar o esgotamento quando vivemos nesse overload de coisas que exigem a nossa atenção constantemente.

Aí entra a importância do self-care. E se tem um tópico do qual este blog nunca se cansará é o mérito de cuidar de si. Por isso, vira e mexe gosto de falar sobre o assunto, reunir algumas ideias de como você pode trabalhar na sua saúde mental, mesmo que na correria e caos do dia a dia.

Então, tire pelo menos uma horinha do seu dia e tente fazer ao menos uma das atividades listadas aqui:

DESCONECTE-SE
Essa é a dica que eu tenho para quem está sempre se sentindo sufocada pelas mídias sociais. Se você é do tipo que tem dificuldade em viver no momento, pois está sempre checando o celular em busca de notificações, está mais do que na hora de dar um tempinho em sua vida online.

Não renove o seu pacote de dados. Tente limitar o número de vezes que abre o Whatsapp no dia. Procure um app que lhe force a focar em outras coisas. No final das contas, é você que sabe o que mais te afeta e o que precisa boicotar um pouco para se sentir melhor.

ENCONTRE PODER NA ARTE
Acho que essa é uma das minhas formas favoritas de self-care. Sempre que estou me sentindo com a energia baixa, é hora de tirar meus cadernos do armário e criar algo. Como alguém que sempre foi bem adepta do escapismo como forma de lidar com a vida, creio que me expressar artisticamente é a maneira mais inofensiva de fazer isso.

Escrevo fanfiction. Desenho bonecos de palito. Tento usar minhas tintas. Geralmente, o produto final não é nada que mereça ser publicado ou estar em uma galeria, mas é algo que fiz por mim.

REVISITE OS SEUS FAVORITOS
Acredito que já mencionei isso aqui, mas a minha fórmula perfeita para dias em que não estou 100% é procurar abrigo no conhecido. Não existe nada que me conforte mais do que reler a Pedra Filosofal pela milésima vez ou perceber que decorei todas as falas de um episódio de Modern Family.

Sei que nesse mundo, estamos sempre querendo consumir mais e mais, entretanto, ninguém disse que precisamos sempre consumir conteúdo novo, né?
Revisite seu livro favorito. Assista uma reprise. Repita.

CUIDE DA SUA APARÊNCIA
Eu acho que o jeito mais óbvio de cuidar de si - e o mais prático também - é cuidar do visual. Sou alguém que curte muito fazer meus rituais de beleza em casa, porém, nada se compara com poder entregar a batuta para um profissional e deixar que ele faça seus milagres.

Se "cuidar da aparência" é um item que sempre está na sua lista de self-care, eu tenho uma surpresinha para você! Sabe o Vaniday? Aquele app bacana de agendamento de serviços de beleza? Eles prepararam um desconto exclusivo para as leitoras do Conversas Imaginárias! Quer dar aquela arrumada na cabeleira? Fazer as unhas? Limpar a pele? Então, use o código VANI4CONVERSA até o dia 29/07/2017 e garanta seus 15% de desconto!


Agora é a sua vez: me conte nos comentários como você cuida de si nesse mundo caótico em que vivemos. Não vejo a hora de ler suas dicas de self-care!

Imagens: Jen Gotch e Vaniday.
Mia Fernandes