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feeling good: self-care e cultura pop #1


Você já parou para pensar na importância da cultura pop no seu processo de self-care? Seja como forma de escapismo ou simplesmente como uma distração saudável, não podemos negar que filmes, livros, músicas e seriados são parte essencial na hora de cuidar de si mesmo. 

Sempre tento encaixar atividades como, por exemplo, rever meu seriado favorito, em minha rotina diária. Tais momentos de lazer sempre proporcionam calmaria para a minha mente e posso afirmar que uma reprise de Um Maluco no Pedaço me energiza da mesma forma que um banho cheio de frescurinhas faria. 

Pensando nisso, resolvi que seria bacana falar um pouco mais de cultura pop que me faz bem. Então, se você está buscando umas dicas do que ouvir/ler/ver para relaxar, vem que eu te ajudo: 

+ Vamos aquecer o coração com as meninas de Sisterhood of the Traveling Pants mostrando que estão sempre disponíveis para apoiar uma às outras. Eu adoraria que certos elencos por aí seguissem o exemplo e se amassem um pouco mais!

+ Se você está procurando um seriado não problemático para assistir, confia em mim e aposte em One Day at a Time da Netflix. Essa comédia fala sobre uma família latina liderada por mulheres e aborda assuntos como imigração, sexualidade, sexismo, trauma e depressão com muita sensibilidade. 

+ Eu sou fã do trabalho da cartunista Sarah Andersen, então, foi uma grata surpresa saber que o livro dela "Ninguém Vira Adulto de Verdade" foi traduzido para o português pela Companhia das Letras. Esse é o tipo de leitura ideal para alegrar um dia cinza.

+ Para quem quer adicionar uma dose de misticismo em sua rotina de self-care, olha só essa playlist maravilhosa: Witching Hour. Ideal para quem curte acender um incenso e tirar umas cartas de tarot!

+ Quem me acompanha lá no Twitter, já deve ter me visto falar do Unxpected Musicals, uma série maravilhosa que transforma a discografia de artistas da atualidade em musicais. Nem preciso dizer que meu favorito é o Cinderswift, né?

+ Outra coisa que comecei a acompanhar recentemente, foi o webcomic "Check, Please!" sobre um time universitário de hockey. Ideal para quem está procurando uma dose de fofura + slash. 

+ Se o seu inglês está afiado, tire um tempinho para ouvir o podcast Spirits. São duas amigas bebendo seus bons drinks e discutindo mitologia. Existe premissa melhor do que essa? 

Agora eu quero saber: o que você anda lendo/ouvindo/vendo ultimamente? Qual é aquele seriado/filme/livro que sempre te faz bem? Me conte nos comentários!

Mia Fernandes

música: badlands


Já falei para vocês que a Halsey é uma das minhas cantoras favoritas? O show dela no Lollapalooza foi o ponto alto do meu 2016, o Badlands entra facilmente em um TOP 10 de álbuns favoritos e ela é uma das poucas celebs que curto seguir no Twitter.

Acho que vocês podem imaginar minha surpresa quando revirei os arquivos do meu blog e não encontrei nem uma mísera menção dela por aqui. Então, para começar bem a semana, preparei aquela famosa lista de covers do álbum de estreia da cantora. Aumenta o volume e vamos voltar para a Badlands:


1. Castle // Arden Cho & Daniel Jang


2. Hold Me Down // Sarah Close


3. New Americana // Millie Tizzard


4. Drive // Lauren Bonnell


5. Hurricane // Jade Rhaes


6. Roman Holiday // Mike Peralta


7. Ghost // COOPA


8. Colors // James Edgar


9. Strange Love // Lauren Anderson


10. Coming Down // ohdamntizsam


11. Haunting // Kylie Spence


12. Gasoline // American Avenue


13. Control // Nicole Pupo


14. Young God // Ashe


E aí, qual é seu cover favorito? Me conte nos comentários!
Mia Fernandes

o bicho-papão de hermione granger




Recentemente, encontrei uma válvula de escape para a realidade em um velho hábito. Incertezas sobre o futuro, problemas causados pela abstinência do álcool e a minha batalha contra a depressão, tornaram-se mais suportáveis quando voltei a buscar refúgio na obra de J.K. Rowling
Para muitas pessoas da minha geração, Harry Potter foi - e ainda é - um abrigo seguro para quem precisa de um bálsamo para a alma. 

O que eu não esperava era que minha necessidade de fugir para um mundo imaginário, me levaria a revisitar uma das minhas piores fobias: o medo de falhar

Existe uma passagem no livro O Prisioneiro de Azkaban, em que a personagem Hermione Granger descreve o seu breve encontro traumático com o bicho-papão, uma criatura capaz de transformar-se no maior medo de um bruxo. Obviamente, a bruxa mais brilhante de sua idade, se vê de frente com a professora Minerva McGonagall, a informando que ela falhou em todas as matérias.


Eu tenho um pesadelo que vira e mexe figura no meu inconsciente. O cenário é sempre a escola que frequentei durante boa parte da minha vida e o enredo se desenrola na premissa de que vou repetir o ano. Perfeccionista que sou até quando estou dormindo, é óbvio que entro em parafuso, tentando argumentar que não posso falhar

Como era de se esperar, sempre acordo tão abalada quanto a minha personagem favorita após o encontro com o bicho-papão. Tal como ela, nada me apavora mais do que a perspectiva de fracassar.
Nem preciso dizer o quanto todo esse pavor me atrapalhou em diversas áreas. O medo de repetir o ano é uma perfeita alegoria para como encaro a vida com extrema cautela e pisando constantemente em ovos. Meu instinto de sobrevivência fez com que eu nunca me arriscasse muito além da zona de conforto. 

Eu sigo sentadinha no meu lugar, listando mentalmente todas as situações das quais pretendo escapar para evitar possíveis repercussões negativas. Em meu modus operandi cheio de falácias, levo uma vida acreditando que a melhor maneira de evitar a falha é nem ao menos começar. 

O problema óbvio em meu raciocínio é que vivo presa em um ciclo sem fim de potencial não alcançado. Tenho toda essa energia criativa e qualificações que nunca são aproveitadas. 

O medo de falhar é tão grande que essa é minha disposição constante

Como posso vencer meu medo de falhar?

Essa é a parte em que eu gostaria de fornecer uma fórmula mágica que solucionaria todos os nossos problemas, entretanto, não existe poção, remédio, feitiço ou mantra que possa resolver tais fobias incoerentes.

O tratamento mais eficaz para o medo é senti-lo e persistir. Precisamos entender que o medo é uma reação natural para nos preservar, porém, ele não pode assumir o papel de força paralisadora em nossa vida. Devemos assumir os riscos e persistir.

Pessoalmente, acredito que tudo se torna mais fácil quando admito que não tenho o controle de todas as variáveis dessa vida. O que posso fazer é colocar empenho em todos os meus afazeres e torcer sempre pelo melhor resultado possível.
O mais incrível nesse raciocínio é que ao diminuir minha responsabilidade, eu me tornei mais produtiva. É verdade que nem sempre tudo sai como previsto e sigo me frustrando, todavia, também me aventuro, aprendo e evoluo mais.

Hermione nunca permitiu que seu medo de falhar a impedisse de salvar o mundo bruxo constantemente. Como a boa Grifinória que é, ela nunca deixou que a covardia falasse mais alto em situações que exigiam o seu melhor.

E se você, tal como eu, vive em um universo paralelo em que a possibilidade de decepcionar um personagem fictício é real, está na hora de make Hermione Granger proud.

Encare o seu medo de falhar de frente. O desafie. Mostre que você reconhece sua existência e, mesmo assim, é capaz de superá-lo. Não deixe que o medo te impeça de salvar o mundo bruxo tomar uma atitude que pode mudar sua vida.

Sinta o medo e aja assim mesmo.

Imagem:  Makani / Giphy
Mia Fernandes

o poder de recomeçar


Estou passando por um momento singular que só posso descrever como uma espécie de amadurecimento. Com a chegada dos meus vinte e nove anos (leia-se: minha entrada oficial no time do Retorno de Saturno), decidi que precisava iniciar um expurgo de hábitos que não me levavam a lugar nenhum.

Se minha vida fosse um filme, esse momento decisivo renderia uma bela montagem ao som da minha banda favorita. Na realidade, tal montagem transcorreu em diversos momentos de silêncio, em que eu encarava o teto do meu quarto e tentava refletir sobre todos os aspectos da minha existência.

Foi assim que decidi parar de beber. Também foi assim que busquei ajuda médica para desmamar do antidepressivo. E no meio de tantas decisões que mudaram drasticamente a minha vida, resolvi olhar para esse cantinho que negligenciei tanto nos últimos meses e conclui que meu blog também deveria mudar.

É estranho pensar que o Conversas Imaginárias está em minha vida desde 2013. Aí eu lembro tudo o que aconteceu desde tal época e fico ainda mais maravilhada com a resiliência desse projeto. Quantas mudanças de personalidade este blog presenciou? Quantas pessoas entraram e saíram da minha vida? Quantas crises? Quantos momentos de alegria? Quantas vezes pensei que tudo estava acabado? Quantas vezes recomecei?

E mais uma vez, resolvi que quero tentar outro approach.

Deixo o "universo feminino encontra o mundo geek" para embarcar com tudo na fase de "boas vibes e cultura pop". O Conversas finalmente refletirá a pessoa na qual estou me transformando: alguém que acredita em positividade, self-care, igualdade, sonhos malucos, recomeços, se perder em uma boa história, maratonar a mesma série em loop, buscar o que te faz feliz e acrescentar um pouquinho mais de amor no mundo.

Enquanto eu reescrevo a minha história e abro espaço para novos capítulos, espero poder contar com sua companhia nesta jornada de descobertas, acertos e erros.

E aí, você já pensou em recomeçar algo hoje? Pode ser um curso, uma amizade, um relacionamento, um livro, uma dieta, um blog, planos mirabolantes ou qualquer outra coisa que você julga merecer uma nova oportunidade. Nunca é tarde demais para quem acredita no poder de recomeçar.

Imagem: Pexels
Mia Fernandes

resenha: logan (2017)


Há uma diferença muito clara entre os filmes da seção Disney da Marvel e a seção que pertence à 20th Century Fox – aliás, uma não; um monte. A principal delas está atrelada à qualidade dos seus filmes, e quanto a isso não restam dúvidas.

A Fox tem sido responsável pelo segmento X-Men da Marvel desde muito tempo atrás (e digo isso considerando que eu era apenas uma jovem criança quando o primeiro filme dos X-Men saiu). Naquela época, os filmes cujos protagonistas eram Wolverine, Vampira, Tempestade, Jean Grey, Ciclope entre outros, surgiu com um tipo de inovação que chamou a atenção de verdade. Enquanto escrevo esse texto, por exemplo, tento me lembrar de outro filme sobre super-heróis que tenha sido tão inovador quanto em relação a efeitos especiais e cenas de ação com cara de terem sido caríssimas, lançado na mesma época, mas não me consigo me recordar (é claro que já havia filmes do Batman acontecendo antes dos filmes do X-Men, filmes famosíssimos e tudo mais, mas não tem como comparar, não é mesmo?).


O sucesso desse primeiro filme dos X-Men rendeu mais dois filmes sobre esse arco e, mais recentemente, outros três. Também rendeu spin-offs como o de Wolverine, com dois filmes muito similares aos da franquia X-Men, além do agora recém-lançado chamado apenas de Logan. Mas já voltamos a falar sobre esse. Falhas em filmes de super-herói ficaram ainda mais evidentes depois que a Disney entrou no jogo com os filmes dos Vingadores e Cia. LTDA.

Cenas de ação magnânimas, com personagens carismáticos, diálogos muito bem escritos, com senso de humor, e dramas bem desenvolvidos (estamos falando da Disney, galera!) deixaram o público mais exigente em relação a filmes de super-heróis. Pode ser que a Disney tenha entrado tarde demais nesse meio, considerando que o primeiro Homem de Ferro saiu muito tempo depois do primeiro filme da Marvel da Fox e dos filmes da DC produzidos pelo Nolan, mas de repente ela se tornou referência. Veja o que acontece com cada filme da DC que é lançado hoje em dia.

Todos vivem sendo comparados aos da Disney, o que acaba por fazer com que filmes como Esquadrão Suicida sejam refilmados para que sejam mais bem humorados. Todos querem chegar ao mesmo produto final que Homem de Ferro, Capitão América, Os Vingadores e outros mostram ser – e inclusive repetir o mesmo número de bilheteria que esses filmes reproduzem, coisa na casa dos bilhões de dólares.



Os filmes da Marvel de responsabilidade da Fox sofriam do mesmo mal até então. Há algo neles que nos faz pensar na produção de novelas, que leva muito em conta a opinião do público nas escolhas que faz, a ponto de colocar a Mística como líder (?) dos X-Men, pelo simples fato de a atriz que dá vida à personagem, no caso a J-Law, ter de repente se tornado muito popular. O roteiro, eles justificam com mil viagens no tempo. Estão tão atentos ao que o público gosta que acabam por cometer o erro de repetir as mesmas fórmulas, imaginando que todos querem mais do mesmo (como repetir a famosa cena do Mercúrio correndo com música de fundo legal, que aconteceu nos dois últimos filmes do X-Men). Só não percebe que esses são erros muito amadores quem não quer, e os números falam por si só. O último filme dos X-Men, cujo nome é Apocalipse e eu fui obrigado a pesquisar no Google para me lembrar, passou tão despercebido que conheço poucas pessoas que assistiram. Foi o filme dos X-Men com o desempenho mais fraco, inclusive.
Será que foi isso que motivou as mudanças que foram feitas no filme de Logan? Talvez, pois aqui estamos falando de um filme que não se parece em nada com os seus antecessores, ainda que parte dos atores seja conhecida.

Estamos falando de um filme maduro não só em relação ao seu desenvolvimento, mas também ao público que visa. É também violento ao extremo, com cenas de drama muito densas, típicas de filmes antigos sobre máfia ou até aqueles de faroeste – essa sendo uma referência ainda mais óbvia, com direito a diálogos baseados em filmes clássicos desse tipo. Não há super introduções coloridas com super efeitos visuais, tampouco adolescentes atraentes zanzando pelo cenário e praticando feitiçaria vez ou outra. Aqui, temos um verdadeiro senhor de cabelos e barba branca, brincando de ser motorista de limusine de aluguel, enquanto tenta manter a salvo a vida daquele que lutou tanto por ele, mas que hoje está senil, por um motivo que o filme posteriormente explica: o Charles Xavier.


Nesse, não há nem metade do glamour que os filmes dos X-Men tinham, com suas instalações super decoradas e uniformes brilhosos, meios de transporte hipertecnológicos, nada do tipo. Mesmo a limusine que o Logan pilota é um pouco ultrapassada. A vida que Logan hoje leva é bastante sofrida, típica de um fugitivo, então a impressão que se tem é a de que ele está sempre sujo e que nunca lhe sobra dinheiro para as necessidades mais básicas. Nem sanidade ele parece ter. Já é bem difícil levar a vida que ele leva, considerando que sua “família” agora é apenas ele, Charles e um outro capanga mutante, que o ajuda a administrar os remédios que mantêm o Xavier com a cabeça no lugar, mas, em sua jornada, acaba por surgir a X-23, aqui retratada como uma garotinha de nome Laura, de origem latina (interessante, não?) e de poucas palavras. Laura se junta a Logan à força, com base em uma revelação que, a muitos, pode parecer chocante.

Com essa premissa, já é possível enumerar os acertos, que são inúmeros, a começar pelas atuações. Os filmes do X-Men não abriam muito espaço para um trabalho tão dedicado, considerando seu número de cenas de ação e o pouco embasamento histórico – e isso sem contar a pouca dedicação em adicionar drama às suas histórias. Aqui, temos aquele Hugh Jackman que tentou ganhar o Oscar com Os Miseráveis, com visual desgastado e atuação verossímil. Algo o está matando, e nós acreditamos nisso.



O próprio Charles Xavier está um pouco mais denso do que costumava ser. Antes, era apenas um senhor numa cadeira de rodas que mal mexia o pescoço quando se dirigia a alguém. Hoje, é um senhor recheado de conselhos para a vida e no meio de uma crise existencial tocante. Estamos diante de um personagem com o qual finalmente podemos nos importar, sem esperar que ele desembeste a usar seu poder em cenas de ação para o deleite dos nossos olhos. Xavier nunca esteve tão vulnerável quanto nesse instante.

Acho que esse é um bom ponto para mencionar Deadpool, que foi praticamente aquele que encorajou a Fox a fazer filmes mais violentos, sem medo de perder público por conta da censura, e isso precisa ser reconhecido, sim. Porém, preciso dizer que Logan, ainda que se aproveite desse encorajamento, fez um trabalho melhor que o do seu colega predecessor, ao adicionar personagens muito melhor desenvolvidos.

Claro que Deadpool não tinha intenção de emocionar ninguém, mas ele sofre do mesmo mal que toooooodos os outros filmes da Fox, que é o de colocar personagens conhecidos (ou não) em seu elenco principal, todos muito bem vestidos e com visual impecável, mas sem nenhuma fala relevante ou sequer com desenvolvimento. Menciono aqui, principalmente, as personagens femininas de Deadpool, que funcionam como capangas, com uma ou duas frases ditas. X-Men sempre fez isso com seus antagonistas, e não dá pra contar nos dedos a quantidade de mutantes conhecidos daqueles que acompanham os quadrinhos e/ou desenhos e que figuram em seus filmes, mas que surgem e desaparecem com a mesma rapidez, porque eles são muitos! O próprio Deadpool já foi um deles.


Logan evitou fazer isso. Nenhum – sim, nenhum – dos personagens que dá as caras aqui carece de desenvolvimento. Mesmo uma família que ele porventura encontra em seu caminho e que lhe oferece um jantar na própria casa deixa de ser desenvolvida. É possível se importar mesmo com esses estranhos sem nome, e o melhor: eles acabam tendo importância na história. Nos emocionamos com eles.

Tantos acertos tornam Logan um filme completo e excelente, digno dos aplausos em pé que recebeu em tantos festivais. É um bom encerramento para a saga do Wolverine, que tudo indica que não voltará a acontecer, e isso mencionando as palavras do próprio Jackman. Emociona de verdade, a ponto de fazer muitos chorarem no cinema (sem brincadeira) e também rir. Diverte com suas cenas de ação muito bem produzidas e coreografadas (afinal, estamos lá por causa delas também, né?) e acaba por destoar de todos os seus antecessores – tanto que, se você assistir Wolverine Imortal antes de assistir Logan, vai ficar se perguntando como é que as coisas chegaram àquele ponto. Mas essa falta de explicação não importa. Considere esse filme um filho único, se quiser. Vale o seu tempo e mostra como é possível, sim, fazer filmes bons quando esse é o desejo.

Imagens: 21st Century Fox


Mia Fernandes